Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz (João 5.28).  Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos (1João 3.2).
 

 

 

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     João Batista, em virtude de sua ascendência, poderia ter exercido o sacerdócio no Santo Templo, mas sentiu que outra era a sua vocação. Na verdade, desde o seu nascimento, João foi comissionado para ser o profeta do Altíssimo, o último do grupo dos profetas da Antiga Aliança (Mat 11.13; Luc 7.26-28), ou seja, mais do que um  profeta, João teve como missão sublime ser o precursor do tão esperado Messias. Como precursor, a sua obra era de promover o reavivamento espiritual de Israel, e assim, preparar a nação à vinda do Messias (Isa 40.3; Mal 3.1; 4.5-6; Luc 1.16-17). Esteve nos desertos em preparação até o dia em que se mostrou a Israel (Luc 1.89).   

   Aproximadamente no ano 27 d.C. (no ano 15 de Tibério César – Luc 3.1) veio a Palavra de Yahweh a João para que desse início ao seu ministério e, assim, João começou a percorrer o deserto da Judéia, ao redor do Jordão, pregando o «batismo de arrependimento», para o perdão dos pecados (Luc 3.2,3). João não tão somente pregava o batismo de arrependimento, mas também batizava os arrependidos. Por causa  do seu ministério de batizador, isto é, por batizar com água, é que recebeu o cognome de «Batista».

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   João sabia que o problema dos judeus é que já se consideravam membros do Reino dos Céus, e, portanto, achavam desnecessário se preparar para a próxima fase. Já eram israelitas de nascimento. Abraão era seu pai. Eram filhos da Aliança. João, por conseguinte, viu-se obrigado a praticamente, excomungar a nação hebréia. Em primeiro lugar, denuncia-lhe os pecados e, em seguida, a convida a entrar pela porta do arrependimento (Mat 3.7-10).  João censurava os fariseus por dependerem da sua nacionalidade, como garantia da sua salvação (Luc 3.7,8). O arrependimento era um elemento comum a todos os batismos pelos judeus aos prosélitos que faziam (isto é, estes deveriam ser indivíduos arrependidos). A expressão «reino dos céus» deixara a nação judaica emocionada, mas a expressão «arrependei-vos» não teve muito efeito. A maioria dos judeus considerava o Reino apenas do ponto de vista político, e não espiritual. «Arrepender dos nossos pecados?» Nada disso! Somos descendentes de Abraão e nada há de errado conosco (João 8.33). Sabiam que eram servos dos romanos, mas não aceitavam e não sabiam que eram servos do pecado (João 8.34).

   Os judeus estavam familiarizados com as abluções cerimoniais. Era uma nação de sacerdotes (Êx 19.6); tinham muito contato com o Templo de Yahweh, qualquer impureza excluía-os do Santuário. O caminho da restauração passava pelo oferecimento de sacrifícios e pela lavagem em água. Quando um gentio, por exemplo, resolvia deixar o paganismo para obedecer a Lei de Moisés, somente seria aceito na comunidade israelita por um rito de iniciação; a circuncisão, o batismo ou a imersão em água, significando já estar limpo de todas as poluições pagãs.

   João impunha este tipo de batismo para reforçar sua mensagem de que a verdadeira espiritualidade não depende do legalismo e nem da identificação com alguma nacionalidade. Requerendo um batismo condicionado à conversão a um novo caminho. Evidentemente João, ao exigir a submissão ao batismo, colocava os judeus no mesmo nível dos pagãos; declarava-os impuros e necessitados de arrependimento (Mat 3.2,7-12).  O que dizer de Nicodemos que já  se julgava dentro do Reino? Foi necessário o Senhor Jesus dizer-lhe que, apesar de ser um estudioso da Lei e dos profetas, necessitava passar por uma renovação espiritual, precisava nascer de novo (João 3.5-9).

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     Embora se inspirasse nos batismos precedentes (conforme já citados), o batismo de João distinguia-se, por «quatro traços» importantes, que são como se segue:

   1. Tinha um caráter já não ritual, mas moral; «Arrependei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo» (Mat 3.2). O batismo de João era praticamente um sinal exterior do arrependimento do pecado confessado pela pessoa batizada (Mat 3.6,8,11; Luc 3.10-14).

    2. Não se repetia o que lhe dava o caráter de iniciação. O batismo de João era um rito inteiramente preparatório e simbólico, que tinha o intuito de despertar os homens para a necessidade de arrependimento, a fim de que viessem a receber corretamente ao Messias e ao seu Reino.

   3. Tinha caráter escatológico, introduzindo o batizado no grupo dos que professavam uma esfera diligente do Messias, que estava para vir, e que constituíam, por antecipação, a Sua comunidade (Mat 3.2,11; João 1.19-34). O movimento de João Batista não era apenas o rompimento com um antigo sistema, também era um palco onde teria início um novo sistema, fundamentado sobre Jesus Cristo. Sem dúvida, João tinha consciência de que algo de extraordinário estava acontecendo, e que um povo precisava ser preparado para isso. João predisse de alguém que viria após dele mesmo, que batizaria com Espírito Santo e com fogo; e assim aconteceu um notável avanço no reino de Deus (João 1.26,27). A Sua eficácia era real, mas não sacramental, pois que dependia do julgamento divino, que assim estava para  vir na Pessoa do Messias, cujo o trigo (os que aceitassem o Evangelho – os batizados com Espírito Santo) seria recolhido no celeiro (Celestial) e a palha (os que rejeitassem o Evangelho – os batizados com Fogo) seria queimada num fogo inextinguível. Portanto, dependia da atitude de cada um, acolhimento ou resistência e rejeição do Evangelho de Jesus Cristo (Mat 3.10-13).

   4. Era uma iniciação que preparava para o Batismo Cristão que começou a ser realizado depois da ascensão de Jesus Cristo, precisamente em Pentecoste. Estritamente falando, o batismo de João, não era cristão, pois na verdade o batismo de João não era realizado por imersão, mas pelo derramamento de água sobre o indivíduo. O batismo cristão simboliza principalmente a nossa união com Cristo, em sua morte, sepultamento e ressurreição (Rom 6.3,4). Os motivos pelos quais João batizava nada tinham a ver com as dos judeus, porque estava iniciando um novo movimento religioso, que eventualmente proveu o núcleo para a emergente Igreja cristã. Contudo, podemos estar certos de que a maioria dos discípulos de João não foi rebatizada quando começaram a seguir a Cristo, mas aqueles não tinham tomado conhecimento da vinda do Messias e sua obra, foram rebatizados como uma instrução no verdadeiro discipulado cristão, conforme se vê em Atos 19.1-7. É claro que, o simbolismo do Batismo Cristão, contém muitas outras realidades espirituais, «símbolo da nossa união com Cristo», «da aceitação da Salvação», etc. Vede sobre --> «Significados do Batismo».

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     A Bíblia não informa se João e Jesus se conheciam antes, mas é verdade que João Batista diz em João 1.31, «Eu mesmo não o conhecia...». João era filho do sacerdote Zacarias e Isabel (Luc 1.15-25). Era aparentado de Jesus, talvez primo (Luc 1.36). A palavra usada não indica qual a relação definida de parentesco. Provavelmente levavam vidas separadas: Jesus, em Nazaré; e, João no deserto da Judéia. Sabemos porém que, quando Jesus se apresentou para o batismo, João sentiu imediatamente a presença dAquele que não tinha quaisquer pecados a confessar-se. Como João recusasse a batizá-lo, Jesus assim aquietou seus protestos: «Deixa por enquanto, porque convém cumprir toda a justiça» (Mateus 3.13-15).

   Consideremos as seguintes razões do Batismo de Jesus:

   1) Para cumprir toda a justiça (v.15). Tendo João a princípio se recusado a batizá-lo, Jesus teve que explicar que era necessário «cumprir toda a justiça», pois, como Messias, viera sob a Lei (Gál 4.4). Portanto, teria de dar exemplo de plena obediência à Lei diante da nação israelita. Certamente este é o significado dessas palavras. Na verdade o maior cumprimento desta justiça tem em vista a sua impecabilidade. Ainda temos muitas coisas a aprender acerca de toda a justiça.

   2)  Para se identificar com os pecadores. Embora Jesus não precisasse do arrependimento de pecado (1 Ped 2.24), no entanto, foi batizado como nosso representante, assim também como nosso representante foi crucificado. Há uma delicada sugestão no fato de Jesus ter-se identificado com a humanidade pecadora: «E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus» (Luc 3.21). «Aquele que não conheceu pecado ele o fez pecado por nós; para que fôssemos feitos justiça de Deus» (2 Cor 5.21).

   3) Para publicamente confirmar e anunciar Seu Ministério. O batismo de Jesus marca a unção e  a sua aprovação da parte do Pai. Tal como os sacerdotes do A.T., isso aprovou o ministério de Jesus, à semelhança daqueles sacerdotes (Êx 29.4-7). No rito do batismo há um aspecto que depende do batizando, e que indica que ele está abandonando a velha vida e entrando em nova vida. Jesus estava fazendo exatamente isso, e talvez quisesse demonstrar esse fato. A despeito de não ter uma vida pecaminosa para abandonar, estava realmente iniciando uma nova vida, com uma missão específica, sob o poder e a orientação do Espírito Santo (Marc 1.12).

   Ao ser batizado, Jesus ingressa em nova época em Sua vida; dá início ao Seu Ministério Público. Não há registro algum, de que Ele tivesse curado ou pregado antes desse período. Estava em Nazaré, esperando a hora marcada. Assim como o batismo que Ele mesmo instituiria, marca a separação entre a velha e nova vida (o batismo cristão), o batismo que lhe ministrou João, assinalou-lhe o término da vida particular e o início do Seu Ministério Público.

   4) Para endossar a autoridade de João. Ao ser batizado por João, Jesus queria endossar, também pelo exemplo, ser o Ministério de João proveniente do Céu (Mat 21.25). Jesus estava demonstrando que reconhecia a autoridade e missão de João Batista.

  

        

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